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EDITORIAL
No primeiro semestre de 2007, lá estava eu, passeando pelo Parque das Mangabeiras, perto da cascatinha.
De repente ouço:
- Ei poeta, quando é que vocês vão de novo falar poesia na Praça Sete?
Olhei admirado. Era um rapaz que surgia da mata, e continuou:
- Pôxa poeta, nós sentimos falta da poesia! Volta pra praça! Sabe Bambu? Aquele magrinho que sempre ia na Praça...
- Lembro sim, lembro dele.
- Pois é, ele morreu de tanto cheirar cola.
Despedi-me do rapaz. Fiquei comovido. Refleti, durante todo o passeio no parque, sobre a responsabilidade que passei a ter para com esses seres humanos. Espero que, ao invés de colas e outras nocividades mais, possamos encher a alma do nosso povo de poesia. Sempre.
Rogério Salgado
Idealizador e realizador do projeto |
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